Estou num cais calmo para sonhar
O mundo é um caos calmo, pronto para acordar.
As pedras estão distantes, queria poder as jogar.
O Sol sabe o que eu pensei, A Lua sabe para onde olhei.
Eu sei, O mar é a arma gêmea do ar.
Está tudo calmo, no fim das rimas.
Mas a inspiraçao é intensa, pois que sempre seja bem vinda.
Sabe meu desejo? meu desejo é alma mais linda
O que eu vejo? é uma bela menina ocupando os versos dessa poesia, com seus passos leves de pés descalços.
Se aproximando acompanhada de seu perfume, que lentamente rega os ventos quentes e cardíacos desse momento. Ela está vindo, eu sinto. Ela está aqui, bem atrás de mim. O que eu sinto agora é que parei no tempo. Os segundos um dia virarão gotas de chuva, as nuvens serão os minutos, o céu e suas estrelas... as infinitas horas, sem crasear.
Agora não existem horas;
não pretendo mais ir embora.
Olho para atrás, suas pernas macias encostam em meus ombros e braços, que enformigam-se aos poucos; suas mãos tocam em meu cabelo castanho que se misturam com as pontas dos seus fios, ruivos. Estou enformigando-me aos poucos. Como se eu sentisse o sangue pulsando no movimento das ondas do mar.
Sua voz doce vibra no máximo da sensibilidade de meus tímpanos, nossas bocas estão manchadas de vinho tinto.
Esta cena preenche minha íris, sem ocupar seu arco. O arco está nas mãos do cupido sem asas, que está aqui ao lado sentado, embebido, embriagado com o amor e pés molhados. Estamos nós três, no fim do calmo cais, que para gente é só seu começo, o resto é apenas a nossa paz.